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Ex-moradora de lixão, gari mantém associação que ajuda mais de 400 famílias em Aparecida de Goiânia
06/12/2018

Moradores contam com doações de todos os tipos para sobreviver. Líder comunitária reforça que união de todos é o que faz a diferença. Ex-moradora de lixão, gari mantém associação que ajuda mais de 400 famílias Ex-moradora de um lixão, a gari Francisca Barbosa da Silva, de 38 anos, mantém, há uma década, uma associação para ajudar no sustento de 470 famílias que vivem em uma área invadida, que fica entre o aterro sanitário e o Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia. No local, batizado de Unidade Terra do Sol, os moradores contam com doações para sobrevivência, além da solidariedade entre vizinhos. Ela e o marido ganham um salário mínimo cada, trabalhando como garis da prefeitura da cidade. Com os rendimentos, criam 10 filhos, com idades entre 1 e 22 anos, dos quais cinco ainda moram com eles. Porém, como coração de mãe sempre cabe mais um, acolheram mais centenas de famílias. “Não me sinto uma moradora daqui, me sinto uma mãe. Mexe com algum deles que é como se fosse meu filho. Se a gente não se ajudar, não conseguimos nada. E o pouco que conseguimos, dividimos para todos”, contou. Ao todo, segundo o cadastro feito pelo poder público, mais de 1 mil pessoas moram na área. Sem gostar de falar muito de si ou do trabalho que desenvolve, Francisca faz questão de sempre reforçar que a união dos moradores, um ajudando o outro, é o que faz a diferença. Em todas as ruas que passa, em todas as casas que ela entra, alguém a cumprimenta, agradece pela ajuda em algo. Ou então ela já organiza: “vou chamar as meninas para limpar a casa da senhora hoje”. Francisca Barbosa da Silva coordena associação que ajuda 400 famílias que moram proximo a aterro sanitário de Aparecida de Goiânia Vitor Santana/G1 A Prefeitura de Aparecida de Goiânia informou que já fez um cadastro das famílias e está em busca de soluções para os moradores. O município está fazendo um levantamento da área também para saber se ela pode ser destinada para moradias e tentando conseguir verba para a construção de imóveis populares. As casas, em sua maioria, são construídas com pedaços de madeira, papelão e lona. Quando alguém faz alguma doação de material de construção, toda comunidade se une para levantar as paredes. Assim, uma a uma, pouco a pouco, cada família vai tendo sua moradia digna. Atualmente, cinco estão em construção com doações de várias pessoas. Para as cestas básicas que chegam, a lei é dividir para todos os que precisam. “Se chegarem dez cestas e tiver 20 famílias precisando, a gente abre todas elas na associação e repartimos de acordo com a necessidade de cada um no momento”, contou. Toda doação é bem vinda e organizada pela comunidade. Ela conta que todos que quiserem ajudar podem procurar a associação, que fica atrás do Complexo Prisional. Ao contornar o presídio, uma placa indicando o local orienta que passa pelo local. Na época de fazer matrícula, Francisca novamente toma a frente de todo o processo. Como o local é uma invasão, eles não têm endereços registrados. Assim, não conseguem fazer o cadastro das crianças. Para evitar que elas fiquem sem estudar, recolhe a documentação necessária de todos em idade escolar e procura diretamente a Secretaria de Educação ou o Ministério Público para assegurar uma vaga. “Todos lutam junto. Se eu não tivesse eles, não tinha nada para mim. O que consigo para eles, acaba vindo para mim também. Um exemplo é a minha casa, que ganhei de um empresário pelo trabalho que faço com eles a tanto tempo. Há três meses, também morava em um barracão”, disse, orgulhosa. Casas no Setor Terra do Sol são construidas de maneira improvisada, em Aparecida de Goiânia Vitor Santana/G1 Ocupação As famílias moravam no lixão há 20 anos, de onde tiravam o sustento catando material reciclável ou até mesmo alimentavam filhos com o que era jogado fora por outras pessoas. Em 2002, quando a cidade adequou a área para um aterro sanitário, as pessoas foram proibidas de continuar no local. Segundo Francisca, as famílias que moravam lá há mais tempo ganharam casas do poder público. Outras, foram contratadas pela prefeitura. Algumas não tiveram nenhum auxílio. “Nossos vizinhos são o aterro sanitário e o presídio. Mas esse não é nosso problema. O nosso maior problema é o descaso”, contou. Porém, os moradores da Terra do Sol tentam superar isso com a solidariedade em todas as áreas, inclusive na saúde. Muitos são idosos, alguns não conseguem andar, então dependem de vizinhos que têm carro para serem levados a postos de saúde. “A gente ia no do Expansul, mas fecharam lá para a gente. A gente chega e não consegue ser atendido, tem que ir para outros lugares longe. Meu filho ontem estava com febre alta, levei lá, não foi atendido, teve convulsão”, disse Francisca. Francisca mora com o marido e cinco filhos em área invadida próximo ao aterro sanitário de Aparecida de Goiânia, Goiás Vitor Santana/G1 Em busca de solução A secretária executiva de Habitação, Fernanda Abreu disse que em 2004, houve um cadastramento de todas as 64 famílias que moravam no lixão. Todas elas receberam casas no Setor Retiro do Bosque. Os imóveis foram entregues em 2012. Com a criação do aterro, muitas famílias ainda continuaram chegando o morando no local. “Entre 2004 e 2010 foram chegando mais pessoas, na tentativa de também conseguir um sustento ou uma moradia. Mas não foi possível atender todo mundo. Em 2014, quando o acesso ao aterro foi totalmente fechado, elas acabaram indo para a Terra do Sol”, contou a secretária. Na área de invasão, novas pessoas começaram também a montar seus barracões. Na tentativa de solucionar o problema, o órgão municipal está tentando diversas alternativas para conseguir melhorar a condição de vida das famílias. “A área é privada e está em uma zona considerada como industrial no plano diretor, por estar atrás do presídio e perto do aterro sanitário. Temos que ver se a água do local não está contaminada pelo aterro ou pelo esgoto do presídio, para saber se a área pode ser passada para moradia”, contou. Paralelamente a isso, a prefeitura busca verbas para construir mais casas populares em outros bairros. Enquanto essa situação é definida, a secretária explicou que já foi autorizada a criação do cartão para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos em busca de todas as possibilidades para atender as famílias para ver qual conseguimos viabilizar da melhor maneira”, completou. Com relação aos pedidos de atendimento na área da saúde, a Secretaria de Saúde afirma que está sendo oferecido atendimento normalmente para a população do Terra do Sol, na Unidade Básica de Saúde do Expansul. O Cartão SUS também está sendo emitido. Qualquer pessoa que possa enfrentar alguma dificuldade pode procurar a SMS, segundo ela. Já a Secretaria de Educação disse que as matrículas das crianças e adolescentes da invasão é feita automaticamente pelo órgão e que vans fazem o traslado das crianças para as unidades de ensino durante o período escolar. Por fim, a Secretaria de Assistência Social disse que está acompanhando as famílias, e que a maioria delas já está cadastrada no Cadastro Único, meio pelo qual recebem diversos benefícios sociais. Moradores se unem para construir casas no Setor Terra do Sol, que fica próximo a aterro sanitário de Aparecida de Goiânia Vitor Santana/G1 Veja outras notícias do estado no G1 Goiás.
Fonte: G1
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