Os senadores brasileiros fizeram nesta quinta-feira (30) um balanço da viagem aos Estados Unidos para tentar virar o tarifaço de Donald Trump. Nos últimos três dias, o grupo de oito senadores se reuniu com empresários, congressistas e organismos internacionais em Washington, capital norte-americana.
O líder do governo, o senador Jaques Wagner defendeu um encontro, um diálogo direto entre os presidentes Lula e Trump, mas que isso não vai sobrevir antes de sexta-feira (1º).
“Eu falei com o presidente Lula, ele até deu uma entrevista agora no New York Times dizendo: ‘Eu quero ser respeitado. Uma coisa dessa tem que ser preparada. Não sou eu que vou preparar. É a diplomacia americana, se assim concordar, com a diplomacia brasileira’. E aí montar porque uma visitante presidencial seguramente não acontecerá até 1º de agosto. E não acho que essas coisas se resolvam ao telefone.”
O presidente da Percentagem de Relações Exteriores, senador Nelsinho Trad, disse que a diplomacia parlamentar estava fria e que o grupo conseguiu diminuir as tensões:
“Essa história está só começando. Ninguém tinha a pretensão de trespassar daqui com isso resolvido. A gente conseguiu perfurar meato sim de conversa, tanto do lado republicano quanto do lado democrata, para poder mostrar que essa atitude é perde, perde: perde o Brasil e perde os Estados Unidos.”
O senador Carlos Viana falou que o Brasil, além do tarifaço, pode tolerar sanções dos Estados Unidos por conta do negócio com a Rússia. O governo americano anunciou uma tarifa de 25% sobre os produtos importados da Índia também a partir de primeiro de agosto, além de uma penalidade pela relação do país com a Rússia.
“Há outra crise pior que pode nos atingir nos próximos 90 dias. Eles irão concordar uma lei que vai gerar sanções automáticas para todos os países que negociam com a Rússia e não será, portanto, uma decisão do presidente dos Estados Unidos, será uma decisão do Congresso americano. O Brasil tem tempo para se preparar, para buscar consenso, buscar diálogo.”